segunda-feira, junho 19, 2006

Verde e vermelho

A bandeira nacional tornou-se moda. E como todas as modas será transitória. Mas enquanto está que venha a preceito . As cores da nossa bandeira são estranhas na sua conjugação. Há quem sugira que passe tudo para azul. Questão de imagem, dizem. O verde/vermelho é africano. O azul é nórdico. Como Guerra Junqueiro queria em 1910. Mas confesso que a esfera armilar em fundo verde/ vermelho entranha-se . E quando vemos meio mundo com as cores nacionais é caso para dizer : por uma vez Portugal é uma bandeira.

2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

As cores da bandeira nacional são estranhas na sua conjução simplesmente porque elas... nos são estranhas, nunca foram as nossas cores.
Claro que o amor que todos temos a Portugal faz com que a maioria de nós não pare para pensar porque é que aquelas cores não nos dizem nada, ainda por cima são desarmónicas. Calamo-nos e engolimos a estranheza. O nosso orgulho está primeiro, e não podemos conhecer o que sempre nos foi ocultado pelo Carbonários da I Republica, pelos salazarentos da II República e pelos interesseiros desta III República.
O que aconteceu foi que em 1911 um grupo de senhores nos enfiou o barrete (vermelho e verde, pois claro) e sem ninguém perguntar nada ao povo, disse: “Agora as cores de Portugal deixam de ser o Branco da Indepencia e o Azul da Liberdade. Passam a ser ter as cores do meu partido. E pouco barulho!”
Foi bonito, para a Carbonária e o sectarismo intolerante que nunca fez eleições livres durante os 16 anos em que Portugal agonizou e foi arrastado para o Salazarismo. Só tivemos liberdade com o 25 de Abril, e só agora começamos verdadeiramente a pensar que estas cores desarmónica, afinal não são nossas, são as do tal barrete que nos enfiaram e que os políticos nos dizem que nos fica muito bem.
P.Costa

2:52 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Very nice site!
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1:14 da tarde  

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